Especialista alerta sobre riscos de uso de inteligência artificial na academia

A Professora Cátedra da Universidade Helsinki, na Helsínquia, pais europeu, Emer Hannele Niemi, lançou um alerta sobre os riscos do uso da inteligência artificial (AI, sigla em inglês) na academia.

Especialista alerta sobre riscos de uso de inteligência artificial na academia

A fonte diz ser urgente a regulamentação do uso da AI.


Niemi, que falava na palestra sobre “Inteligência Artificial na Aprendizagem e Ética“ que teve lugar na Universidade Pedagógica (UP), em Maputo, defendeu a privacidade dos dados, a salvaguarda dos direitos humanos, e a responsabilidade sobre aspectos éticos.


Apesar da sua importância para a comunidade académica, segundo Niemi, urge a necessidade de se discutir mecanismos adequados para que a “AI” seja uma ferramenta que não ponha em risco o processo de ensino.


“O uso da AI pode mudar o currículo escolar, pode mudar os métodos de ensino e avaliação, a relação com os estudantes e o próprio trabalho do professor, o qual não pode ser substituído pela AI”, disse Niemi.


A fonte, que ocupa o cargo de directora de Investigação na Universidade Helsinki, sublinhou que a AI, na aprendizagem, é uma área em constante revolução e tem sido tema de debate na actualidade.


A colaboradora da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) destacou o uso do “ChatGPT”, um programa de computador que tenta simular um ser humano na conversação com as pessoas, como aplicativo que está cada vez mais a contribuir na mudança do ecossistema educacional.


De acordo com o Instituto Nacional de Tecnologia de Informação e Comunicação (INTIC), recentemente, os criadores do “ChatGPT” voltaram a apelar à regulação do sector por forma a se evitar possíveis riscos de violação de direitos humanos e atentados à soberania dos povos e dos Estados.


Segundo INTIC, os fundadores comparam os novos sistemas de AI capazes de escrever, dialogar e programar como humanos como a energia nuclear e apelaram à criação de uma instituição equivalente à Agência Internacional de Energia Atómica (AEIA) para monitorizar o sector e realizar auditorias.


“Especialistas das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) consideram que é tarefa dos governos desenvolverem planos de acção nacionais para lidar com o potencial uso indevido da tecnologia e as empresas que forem a aderir devem ser responsabilizadas por eventuais riscos”, refere o INTIC.


Participaram no evento, docentes, investigadores e estudantes que, igualmente, trouxeram reflexões importantes acerca do sistema anti-plágio, papel do professor na nova dinâmica, e as estratégias que podem ser introduzidas sem pôr em causa a criatividade.

(AIM)