BIOFUND e WWF assinam acordo para conservação de tartarugas
A Fundação para Conservação da Biodiversidade (BIOFUND) e a WWF Moçambique acabam de estabelecer uma parceria para a monitoria de tartarugas.
A Fundação para Conservação da Biodiversidade (BIOFUND) e a WWF Moçambique acabam de estabelecer uma parceria para a monitoria de tartarugas na Área de Protecção Ambiental das Ilhas Primeiras e Segundas (APAIPS), através da colocação de etiquetas satélites.
A Área de Protecção Ambiental das Ilhas Primeiras e Segundas é uma das maiores áreas marinhas da África localizada no norte de Moçambique, entre as províncias de Nampula e Zambézia.
Para a concretização da parceria no novo projecto de monitoria, a BIOFOUND e WW assinaram, este mês, um acordo de subvenção.
Esta iniciativa, segundo um comunicado da BIOFOUND que AIM teve acesso, tem em vista a melhoria do conhecimento em tempo real, das rotas de migração das tartarugas que nidificam nas ilhas da APAIPS.
“O projecto é financiado através do programa Cartão bio, uma parceria entre o Banco Comercial de Investimentos (BCI) e a BIOFUND, onde uma percentagem do valor da anuidade do cartão e do uso do cartão é canalizado para apoiar projectos de conservação de biodiversidade”, explica o comunicado.
No âmbito do projecto, prevê-se igualmente a implementação de um plano de comunicação, como forma de sensibilizar as comunidades locais a todos níveis, para o seu envolvimento na conservação das tartarugas marinhas.
“Com esta parceria, a BIOFUND pretende apoiar cada vez mais aspectos de pesquisa e inovação relacionados com a conservação da biodiversidade, promovendo acções de sensibilização ambiental sobre temas relevantes”, lê-se na nota.
A BIOFOUND realça que pouco se sabe sobre tartarugas marinhas em Moçambique, excepto em áreas específicas onde decorrem programas mais consistentes de monitoria e investigação, como é o caso da Ilha de Inhaca, Ponta do Ouro, Ponta Santa Maria, Arquipélago do Bazaruto e Ilhas de Vamizi e Rongui.
“Nas Ilhas Primeiras e Segundas algumas acções de monitoria e marcação foram levadas a cabo (com marcadores de titânio que são aplicados na barbatana) entre os anos 2005-2010. Os dados dessas monitorias, demonstram a ocorrência de ninhos de tartarugas verde nas Ilhas Primeiras e Segundas”, esclarece.
Com uma superfície de 1.040.926 hectares e por uma faixa terrestre de 205 quilómetros, o arquipélago das Ilhas Primeiras e Segundas forma uma região de grande influência marinha onde se desenvolve uma extensa “cordilheira de recifes” de profundidade que em certos locais afloram à superfície, com elevada riqueza em diversidade biológica.