Bolsa de valores defende a reestruturação da economia nacional

A Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) afirma que o alcance do desenvolvimento económico passa pela transformação estrutural da economia para um estágio competitivo e diversificado.

Agosto 8, 2022 - 17:09
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Assim, segundo a BVM, deve-se apostar na indústria transformadora para se atingir essa visão de prosperidade e competitividade, assentes num modelo de crescimento inclusivo.


A BVM destaca que a indústria transformadora deve desempenhar um papel fundamental na dinamização da economia ao impulsionar o desenvolvimento dos principais sectores de actividade, criação de renda, e capitalização dos moçambicanos.


A posição foi defendida semana finda (05), em Maputo, pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) da BVM, Salimo Valá, durante um Workshop sobre o ciclo de Negócios da entidade.


Valá entende igualmente que o desenvolvimento económico do país estará muito dependente da forma como encetar-se a transformação estrutural da economia.


″O alcance do desenvolvimento económico passa pela transformação estrutural da economia através do desenvolvimento da indústria transformadora. Não tenhamos dúvidas quanto a isso. Outros sectores são importantes, sim, como o agronegócio, turismo, energia, construções, e transportes, mas a indústria transformadora tem um condão de criar muitos empregos e garantir renda para as famílias moçambicanas″, explicou.


Sobre o Workshop, Valá disse que visa juntamente com os correctores de bolsas, intermediários financeiros, e outros que estão na linha da frente dos sistemas de negociação, interagir e trocar informações para identificar os aspectos mais críticos dos sistemas de negociação, compensação, liquidação e registo de títulos na central de imobiliários.


″Mas também é uma oportunidade de passar a mensagem de que as empresas que estão cotadas na BVM, quer no ramo accionista assim como obrigacionista, tem deveres e obrigatoriedades de prestação de informação à Bolsa, ao mercado, e aos investidores, daí ser necessário nos aproximarmos mais destes intervenientes de mercados de capitais″, salientou.


O mesmo evento serviu para a assinatura de um Memorando de Entendimento, entre a BVM e a Associação de Comércio, Indústria e Serviços (ACIS), que permitirá que as empresas filiadas à ACIS possam se cotar à Bolsa e tenham maior visibilidade no mercado nacional e internacional.

″Continuamos a trabalhar para desmistificar a ideia de que a Bolsa é só para grandes empresas. A BVM é uma plataforma que permite acomodar empresas de diferentes dimensões desenvolvendo actividades em várias áreas de economia e serviços, mas também empresas que estão localizadas em diferentes áreas do país″, referiu Valá, após a assinatura do acordo.


Por sua vez, o presidente da ACIS, Luís Magaço Júnior, acrescentou que o acordo assinado materializa um desejo que já vem sendo implementado de forma voluntária há dois anos.


″À luz do memorando, identificamos acções concretas que visam levar a BVM para a ACIS e vice-versa. O nosso desejo é as empresas associadas a ACIS tenham conhecimento das alternativas de financiamento que existem no nosso sistema financeiro que não se excluem ao sistema bancário, mas a outras alternativas de mercado de capitais″, explicou.