Nyusi reeleito Presidente da Frelimo

O Presidente da Frelimo, Filipe Nyusi, foi ontem (25) conduzido para mais um mandato de cinco anos na liderança do partido no poder em Moçambique.

Setembro 26, 2022 - 21:46
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Nyusi, que também é Chefe de Estado moçambicano, era o único candidato à sua própria sucessão, tendo conquistado 100 por cento dos votos.


Este era um desfecho previsível pois, para a sua reeleição, Nyusi contava com o apoio incondicional dos órgãos sociais da Frelimo, nomeadamente a Organização da Juventude Moçambicana, Organização da Mulher Moçambicana e Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLIN).

Nyusi também contou com o apoio do Comité Central e Comissão Política, o que significa que se o partido vencer as próximas eleições gerais de 2024, o Presidente da República será uma personagem diferente daquela que dirige o partido.


Ao todo, Filipe Nyusi conquistou 1134 votos de igual número de delegados que votaram para a sua reeleição.


O Partido vai escolher seguidamente o novo Comité Central, nova Comissão Política e no Secretário-geral.


No termo de posse, Nyusi comprometeu-se a servir fielmente o partido Frelimo e a pátria moçambicana, assegurar a realização da defesa e coesão interna, bem como a cumprir todas as tarefas que lhes são incumbidas.


“Muito obrigado camaradas pelo apoio genuíno. Prometo trabalho, trabalho e trabalho”, disse Nyusi.


O antigo estadista Joaquim Chissano, que presidiu o acto da reeleição de Nyusi, na qualidade de presidente honorário da Frelimo, disse que o Congresso reflectia exactamente a realidade e vontade dos militantes, a altura da celebração dos 60 anos do partido.


Lembrou ao empossado que o país ainda continua conturbado devido a várias situações que ocorrem no país, pelo que pede uma maior inclusão e unidade nacional, exortando que a principal tarefa do presidente incumbente é a preservação da paz como a base da unidade nacional.


“A sua tarefa é de produzir a paz através de uma constante reconciliação a todos os níveis. Reconciliação fora do partido também queremos que os outros partidos enquanto existirem sirvam para o desenvolvimento e unidade do povo. Reconciliação entre os moçambicanos”, exortou.


Lembrou que enquanto presidente, várias vezes engoliu sapos para preservar a paz e unidade nacional. Por isso, exortou ao chefe do Estado para ter coragem e paciência, bem como uma maior maturidade para representar da melhor forma o país no Conselho de Segurança das Nações Unidas, cargo para o qual Moçambique foi eleito este ano.


“Tenho certeza que Filipe Nyusi tem cabeça e uma cabeça que pensa”, realçou Chissano.


Aos 60 anos da sua existência, a Frelimo soma cinco presidentes daquela formação política. O primeiro foi Eduardo Mondlane, considerado arquitecto da unidade nacional, que após a sua morte em 1969, foi substituído por Samora Machel que conduziu os destinos da Frelimo até 1986 que, após a sua morte foi substituído por Chissano, seguido por Armando Guebuza e agora Nyusi.


Ainda hoje, no âmbito das celebrações do Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), Nyusi assegurou que as tropas conjuntas no terreno, nomeadamente, as Forças de Defesa e Segurança (FDS), tropas ruandesas e a Missão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SAMIM), estão a perseguir os terroristas que durante a sua fuga continuam a protagonizar ataques esporádicos em províncias vizinhas de Niassa e Nampula.