Perdas por desastres naturais estimadas em 1,3% do PIB

O governo moçambicano estima que os desastres naturais que assolaram o país, nos últimos 20 anos, geraram perdas na ordem de 1,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Maio 19, 2023 - 15:45
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Os choques naturais mais devastadores na economia foram ciclones, cheias, secas severas, bem como a mais recente crise sanitária (pandemia da Covid-19).


Aliás, o governo estima que só em 2020 a Covid-19 afectou negativamente o crescimento económico na ordem de 3,6 por cento, bem como reduziu a taxa de emprego em 1,9 por cento.


Contribui igualmente para a contracção da economia durante o período referido, a insurgência armada na província de Cabo Delgado, zona norte, que tem estado a exercer uma grande pressão fiscal.


A insurgência acabou retardando o curso normal dos projectos de Gás Natural Liquefeito, e afectou os sectores do comércio, alojamento e mineração.


Os dados foram revelados pela Vice-ministra da Economia e Finanças, Carla Louveira, durante o Fórum Económico e Financeiro, evento que tinha por objectivo reflectir sobre as perspectivas de investimento e financiamento à economia.


“Como é do conhecimento de todos, Moçambique é um dos países mais afectados pelos desastres naturais o que, de acordo com estimativas mais recentes, gerou perdas estimadas em 1,3% do PIB nos últimos 20 anos”, disse a ministra.


Apesar das adversidades o governo perspectiva para próximos anos uma expansão do investimento público, influenciada pelo alívio das restrições ao financiamento externo com um novo programa do Fundo Monetário Internacional (FMI).


A fonte afirma que desde 2022 é notável uma evolução positiva, tendo o país, registado uma taxa de crescimento do PIB real de 4,1 por cento, situando-se acima da média da região da SADC que foi de 3,8 por cento, reflectindo a dinâmica da retoma da actividade económica ao nível do país.


Vincou que as perspectivas económicas para médio prazo são positivas, graças a consolidação da recuperação económica, com a taxa de crescimento média em cerca de 6,4 por cento ao ano, fortemente influenciada pela implementação dos projectos do gás.


O executivo refere que também já foi definido o esboço do enquadramento legal do Fundo Soberano, que tem como objectivo assegurar que as receitas petrolíferas sejam colocadas ao serviço da economia e um escudo para a volatilidade.