Teolinda Gersão (parte 1): “Sou uma escritora do inconsciente. Escrevo para resistir e saber o que não sei. É uma porta para a esperança”

Abril 3, 2026 - 15:00
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Teolinda Gersão (parte 1): “Sou uma escritora do inconsciente. Escrevo para resistir e saber o que não sei. É uma porta para a esperança”

É um dos nomes mais valiosos da literatura portuguesa contemporânea. Estudou e trabalhou na Alemanha, foi professora catedrática em Lisboa e viveu no Brasil e em Moçambique. E só numa fase mais madura da vida, aos 41 anos, lançou o primeiro livro: “O Silêncio”, distinguido com o Prémio de Ficção do PEN Clube. Desde aí, nunca mais parou de publicar, revelando-se uma notável romancista e contista. Em 2025 publicou o 21º livro “Autobiografia não escrita de Marta Freud”, a revelar o lado sombrio de Sigmund Freud, obra premiada com o Grande Prémio da APE. Aos 86 anos, Teolinda Gersão prepara novo romance, mostra-se preocupada com as dores do mundo e lamenta que os netos tenham emigrado, porque “este país não tem futuro para eles.” Ouçam-na nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas” de Bernardo Mendonça