União Europeia diz que não se vai envolver no processo de genocídio que África do Sul move contra Israel

A Comissão Europeia disse que a União Europeia, como instituição que representa 27 Estados-membros, não se vai envolver no processo de acusação de genocídio que a África do Sul interpôs contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça.

União Europeia diz que não se vai envolver no processo de genocídio que África do Sul move contra Israel

Em declarações à imprensa, a Comissão Europeia disse que a União Europeia como instituição que representa 27 Estados-membros não se vai envolver no processo de acusação de genocídio que a África do Sul interpôs contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça.   

 

Mesmo que a Comissão Europeia defende que a União Europeia como instituição não se deve alinhar no caso interposto pela África do Sul contra Israel por alegado genocídio na Palestina, esse apoio individual não está proibido a nenhum dos seus Estados-membros a título individual.   

 

Em Bruxelas, um representante da Comissão disse que a União Europeia não poderá ser uma das partes deste processo, ou seja, tomar partido, mas que "teoricamente", os Estados podem fazê-lo individualmente.   

 

“A UE não pode ser uma das partes que intervém no processo contencioso, nomeadamente quando há uma disputa legal entre países. A submissão [do processo] foi feita pela África do Sul contra Israel e isto não é para a UE [se imiscuir]. Teoricamente, os Estados-membros da UE podem fazê-lo, depende do que decidirem”, disse o porta-voz da Comissão Peter Stano em conferência de imprensa em Bruxela. 

 

O processo no Tribunal Internacional de Justiça abriu-se na semana passada, com Pretória a acusar Telavive de genocídio contra os habitantes da Faixa de Gaza.   

 

O julgamente decorre em Haia, nos Países Baixos e perante os seis advogados da África do Sul que tentaram demonstrar a intenção de Israel de levar a cabo uma limpeza étnica na região, os israelitas defenderam-se, alegando que têm direito à sua defesa e citaram mesmo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que no início conflito chegou a apoiar esta ideia.

TORRE