África do Sul: Putin não vai participar na cimeira do BRICS

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, não vai participar da cimeira do BRICS, um evento que terá lugar próximo mês, na África do Sul.

Julho 21, 2023 - 20:57
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Fazem parte do BRICS, países com economias emergentes nomeadamente Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.


O anúncio surge depois que o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, disse que qualquer tentativa de prender Putin seria o mesmo que uma declaração de guerra contra a Rússia.


Se Putin tivesse deixado o território russo, estaria sujeito a um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI).


A África do Sul é signatária do TPI e espera-se que ajude na prisão de Putin.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, representará o país na cimeira que vai durar dois dias.


Segundo a imprensa russa, citada pela BBC, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, anunciou que Putin participará da no evento por videoconferência.

O BRICS é vistos por alguns como uma alternativa ao grupo de economias avançadas do G7.


Em comunicado, a presidência da África do Sul descreveu o acordo para Putin não comparecer como”'mútuo” e disse que aconteceu depois de “inúmeras de consultas”.

Os apoiantes da Rússia criticaram a decisão, dizendo que a África do Sul deveria ter insistido e usado a sua soberania para proteger e defender seu aliado.

O convite da África do Sul a Putin, emitido antes do TPI acusá-lo de crimes de guerra na Ucrânia, causou controvérsia a nível nacional e internacional.

O mesmo era encarado como um movimento do governo para se desviar do meio-termo que procurou trilhar, ao lado de outras nações africanas, no conflito entre a Rússia e a Ucrânia.


Mas o governo do presidente Ramaphosa tornou-se frenético quando a pressão para prender o presidente Putin aumentou.


O maior partido da oposição, a Aliança Democrática, foi ao tribunal para tentar forçar as autoridades a prender Putin, caso ele pisasse no país. O grupo global de direitos humanos Amnistia Internacional também se juntou a causa.

Documentos do tribunal revelam que Ramaphosa foi firme contra qualquer movimento, afirmando que a segurança nacional estava em jogo.

Segundo a BBC, a Rússia tem consistentemente descrito o mandado de prisão do TPI como ultrajante e legalmente nulo, porque o país não é membro da organização.

O continente africano continua dividido sobre a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, com alguns países mostrando relutância em apoiar as resoluções das Nações Unidas e condenando a Rússia por suas acções na Ucrânia.

As razões para isso variam de país para país, mas especialistas dizem que um factor é os laços económicos que alguns, incluindo a África do Sul, têm com Moscovo.
AIM

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