Pelos 81 Anos de Quelimane: Festa sagrou-se Escola de Paz e Democracia!
Com tacto académico de inclusão, o Edil de Quelimane Manuel de Araújo tornou as comemorações dos 81 anos da Cidade capital da Zambézia, uma escola prática de paz e democracia, ensinando boa convivência à oposição local: FRELIMO, MDM, Nova Democracia e outras forças políticas.
Recentemente apresentado como Cabeça de Lista do partido RENAMO para Quelimane, que actualmente a governa, o capital político de Manuel de Araújo, Edil académico e diplomata, hasteou-se mais ainda esta segunda-feira (21) aquando das comemorações dos 81 anos da elevação deste território à categoria de Cidade. O Prof. Dr. Manuel Alculete Lopes de Araújo fez da festa dos 81 Anos da Cidade de Quelimane uma verdadeira Escola de Paz e Democracia, chegado mesmo a impulsionar uma dança pela paz e tolerância, caracterizada por troca de pares entre os actores políticos da RENAMO e da sua maior oposição, a FRELIMO.
O indelével 21 de Agosto de 2023, reformula o curso da exaltação popular em celebrações de efemérides de vilas e cidades tendo colocado a cidade que anima em alta e verdadeiramente animada através da intervenção inaugural do Edil da alternância democrática que vem Pedalando por Quelimane desde a sua primeira investidura em finais de 2011. Ao se referir aos “Excelentíssimos Antigos Presidentes da Autarquia de Quelimane” como “meus irmãos na municipalização” e a outras individualidades como “minhas irmãs e meus irmãos nesta longa marcha para a liberdade”, De Araújo tornava realmente o evento “nobre e dignificante”. Esse “momento ímpar” que decorreu ordeiramente em todos os cantos e recatos da cidade de Quelimane sob o lema “Unamo-nos, solidarizemo-nos e ergamo-nos em busca de estratégias para respondermos a futuros eventos naturais”.
Com hospitalidade e solenidade diria o Autarca que “para os (…) visitantes que vêm de fora de Quelimane e de fora de Moçambique, asseguramos que (…) é uma cidade pacífica.” Em demostração do que apregoava chamara antes para junto de si ao pódio os Cabeças de Lista dos Partidos Políticos e Movimentos de Cidadãos que o irão defrontar nas eleições de 11 de Outubro já bastante próximo. Esta acção inusitada de verdadeira escola de pluralismo político e convivência pacífica do Presidente Manuel de Araújo colheu aclamação e eco por todos os lados.
Depoimentos como o da Sra. Jacinta Aleixo Panela, de 43 anos, confirmam-nos que por exemplo em Icidua, bairro onde ela mora há 28 anos, a festa decorreu sem sobressaltos, com pessoas de várias sensibilidades políticas a partilharem o mesmo espaço. Para ela, como disse e fez na prática o Edil chamando para o seu lado todos os Cabeças de Lista e representantes dos partidos políticos e de organizações da sociedade civil ali presentes, os munícipes fizeram o mesmo replicado a convivência nos bairros. “Depois da festa na Praça dos Heróis com o Sr. Presidente do Município, o Sr. Governador da Província, a Sra. Secretária de Estado e todos aqueles chefes da FRELIMO e de outros partidos que falaram e dançaram alegres como irmãos, seguimos essa forma e estivemos também unidos lá em Icidua a festejarmos a cidade de Quelimane”, referiu Jacinta Aleixo Panela.
Buscando argumentos de historiadores para justificar a capacidade de tolerância e compreensão já enraizadas, o Edil recordou que “a população de Quelimane experimentou um intenso período de inculturação e aculturação” com miscigenação interna e externa uma vez que “em termos étnicos, faz parte do grupo Makuwa-Lómwè” com origem nos montes Namuli no Gurúè”.
Levando esse seu mosaico existencial pluralista, “Quelimane já saiu do anonimato. Já está no mapa e na rota internacional” tendo atingido um patamar que jamais se compadece com actos de violência e desamor ao próximo pela razão de pensar diferente, porquanto esta cidade é a “Cátedra da verdadeira inclusão, da verdadeira unidade nacional e da verdadeira democracia, pois, o princípio da boa governação, transparência e integridade residem em Quelimane”. A governação no Município de Quelimane preserva o preceito constitucional de Moçambique quanto à “liberdade de constituir ou participar em partidos políticos”, a eles cada cidadão aderindo voluntariamente segundo livres convicções sobre os mesmos ideais políticos.
Na sua aula magna em tão concorrida festa da cidade de que é Presidente, o Prof. Dr. Manuel de Araújo vincou que “este é um método que deveria ser seguido pelos dirigentes de Moçambique, a todos os níveis, pois, nos habilita a sermos gestores de diferenças, evitando assim a eclosão de conflitos que derivam da exclusão, social, económica, política e cultural cujo móbil é a intolerância política”. E de imediato a Cidade Nampula, que comemora a sua festa logo a seguir à de Quelimane, seguiu a aula dada pelo Edil da capital da Zambézia.
De Araújo foi humilde quanto à génese da sua inspiração, clarificando que a mesma “vem do arquitecto da verdadeira unidade nacional, da verdadeira reconciliação e o arauto da paz (…) Nelson Mandela” cujo ensinamento partilhou com os seus alunos da FRELIMO e de outros partidos da oposição em Quelimane: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da sua pele, ou por sua origem, ou sua religião, ou sua convicção política. Para odiar, as pessoas precisam de aprender, e se elas aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o ódio. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta”.
Comentários (0)