Governo garante que extensão da concessão do Porto de Maputo é decisão acertada

O Ministro dos Transportes de Comunicações, Mateus Magala garante que a aprovação pelo governo da extensão da concessão do Porto de Maputo, à Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) para mais 25 anos é uma decisão acertada e transparente.

Governo garante que extensão da concessão do Porto de Maputo é decisão acertada
Porto de Maputo

O titular da pasta de Transportes e Comunicações reagia, em Pemba, capital da província de Cabo Delgado a algumas vozes discordantes que criticam a decisão tomada pelo governo e que questionam o longo tempo concedido ao consórcio, bem como sustentabilidade do projecto.

 

Magala justificou não haver qualquer risco, pois os dois biliões de dólares que a MPDC se compromete a investir durante o período referido no Porto de Maputo são totalmente do sector privado e que trarão enormes benefícios económicos e sociais para o país.

 

“Este processo começou há um ano e com um bocado de mais tempo foi ao Conselho de Ministros mais vezes que qualquer outro projecto. Nós acreditamos que o investimento de dois biliões de dólares […] mais 10 por cento no primeiro ano, com a criação de emprego prevista e a injecção a economia de um retorno de oito biliões de dólares”, disse Magala.

 

Acrescentou que “nesse período temos que reconhecer que este é um investimento que vai transformar a nossa economia, é um investimento que vai dinamizar o porto, a nossa posição geoestratégica e também a nossa posição de líder dos provedores de desenvolvimento da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral)”.

 

O governante referiu que, por causa da estruturação e magnitude do projecto do Porto de Maputo, Moçambique recebeu elogios de vários países.

 

“Hoje recebi uma chuva de mensagens de todo o mundo. Houve muita imprensa internacional e independente que disse “Moçambique está de parabéns”, está de parabéns por estruturar uma concessão com uma extensão com princípios, mas também com investimentos de grande magnitude significante”, disse o ministro.