Manifestação no Zimbabué: Veteranos de guerra lideram protestos contra prolongamento do mandato presidencial de Mnangagwa

Zimbabué assistiu ontem, 31, uma paralisação nacional em resposta a protestos convocados por veteranos da guerra de independência, que se opõem aos planos de extensão do mandato do Presidente Emmerson Mnangagwa para além de 2028.

Abril 01, 2025 - 15:42
Actualizada: 2 Anos Atrás
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Manifestação no Zimbabué: Veteranos de guerra lideram protestos contra prolongamento do mandato presidencial de Mnangagwa

As manifestações resultaram no encerramento de escolas, empresas e na redução significativa do tráfego nas principais cidades, como Harare e Bulawayo. ​

Emmerson Mnangagwa assumiu a presidência em 2017, após a destituição de Robert Mugabe, e encontra-se no seu segundo e último mandato, conforme estipulado pela Constituição de 2013, que limita a presidência a dois mandatos de cinco anos. Contudo, o partido no poder, ZANU-PF, manifestou a intenção de prolongar o mandato de Mnangagwa até 2030, suscitando críticas de diversos sectores, incluindo de veteranos de guerra que anteriormente o apoiavam. ​

Antecipando possíveis distúrbios, as autoridades reforçaram a presença policial nas principais cidades. Em Harare, pequenas concentrações de manifestantes foram dispersas com recurso a gás lacrimogéneo. A maioria da população optou por permanecer em casa, resultando em ruas desertas e estabelecimentos comerciais fechados. ​

Os protestos foram liderados por Blessed Geza, também conhecido como "Camarada Bombshell", um veterano da guerra de independência que ganhou notoriedade através de discursos nas redes sociais, apelando à substituição de Mnangagwa pelo Vice-Presidente Constantino Chiwenga. Geza enfrenta acusações de traição e foi expulso do ZANU-PF, estando

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