Consumo e tráfico e tráfico de droga: Ministério público Instaura mais de 1.200 processos-crime

A Procuradoria Geral da República (PGR) instaurou 1.251 processos-crimes por tráfico e consumo de estupefacientes no ano passado, o que representa um aumento em 73 % quando comparado com o ano 2022.

Consumo e tráfico e tráfico de droga: Ministério público Instaura mais de 1.200 processos-crime

Segundo a PGR, esta tendência crescente deve-se a fragilidade que se verifica em alguns pontos nas fronteiras, facto que contribui para o aumento do tráfico e consumo da droga em Moçambique.  

 

A porta-voz do Encontro dos Procuradores-Gerais da República e Directores de Polícia e Serviços de Investigação Criminal da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Anabela Chuquela, adverte que Moçambique está na rota do tráfico internacional de droga e terrorismo.

 

“Estamos preocupados não só com tráfico de estupefacientes, mas também com o consumo que tem estado a aumentar no nosso país com enfoque para jovens e adolescentes, por isso, é preciso reforçar aquilo que é a prevenção “, disse.

 

A PGR pretende com o encontro, de dois dias em curso em Maputo, reforçar a cooperação jurídica e judiciária, delinear estratégias de reforço da actuação da polícia de investigação criminal na instrução e acção penal a criminalidade organizada e transnacional.

 

“Já temos processos a correr e grande parte deles foram julgados e os responsáveis foram condenados, é preciso dizer que Moçambique no ano passado extraditou para o Reino dos Países Baixos, um traficante que era procurado a nível internacional, para além disso no ano 2022 extraditou um outro traficante para Estados Unidos da América”.

 

Chuquela anunciou que além das fronteiras terrestres e aeroportos há vários pontos de entrada e saída da droga, razão pela qual o assunto foi agendado para presente reunião da CPLP.

 

Por seu turno, o Procurador Geral da República de São Tomé e Príncipe, Kelve Nobre de Carvalho, revelou que pelo facto do seu país estar localizado numa ilha, a actuação no mar a assistência incide no Golfo da Guiné, enquanto parte logística da droga vem da América Latina.

 

“Com Moçambique já tivemos uma experiência de equipa mista de investigação criminal, já temos experiência de formação de magistrados cá em Moçambique, formação da polícia, e estar aqui para nós é sempre voltar a casa de um irmão que nos ajuda na investigação criminal”.

 

A Procuradoria Geral de São Tomé e Príncipe, tem estado a fazer apreensões de quantidades de cocaína nos aeroportos e portos bem como bens derivados do produto do crime.