Governo mentiu sobre pagamento de horas extras e professores voltam a protestar

A Associação Nacional dos Professores realiza esta manhã, na Matola, província de Maputo, uma marcha em protesto contra a falta de pagamento de treze meses de horas extraordinárias. Em Dezembro, a ministra da Educação disse que o Governo estava a pagar o décimo terceiro salário.

Governo mentiu sobre pagamento de horas extras e professores voltam a protestar

Segundo apuramos, o Governo pagou apenas dois meses a professores de algumas escolas da cidade e província de Maputo.

 

 

“O processo está a acontecer. À medida que a inspeção vai verificando, vai validando e gradualmente os pagamentos estão a ser feitos", disse a jornalistas Carmelita Namashulua, à margem do acto que marcou o início dos exames finais do ensino secundário. Estas declarações foram proferidas  depois de um grupo de professores de uma escola em Maputo anunciar um  boicote aos exames devido a falta de pagamento das horas extraordinárias. 

  

 

Quase dois meses depois, o processo parou. Apenas dois meses foram pagos a um grupo de escolas na cidade de Maputo e na província de Maputo. 

 

 

Os professores estão agastados e acusam o Governo de falta de seriedade. Afirmam que o executivo  simulou o pagamento para assegurar o decurso normal dos exames do Ensino Geral. 

 

 

Na mesma altura, foi constituída uma equipa de conversações entre o Ministério da Educação e os professores que tem na mesa um extenso caderno reivindicativo em que se destaca, obviamente, o pagamento de horas extras e a melhoria de condições de trabalho.

 

 

O diálogo está a ser de surdos e mudos. Em três rondas, não houve avanços. Os professores estão dispostos a “morder a bala”. Dizem que não há negociações sobre  o pagamento de horas extras.

 

 

 “O pagamento das horas extras não é negociável”, disse o secretário-geral da ANAPRO, Nelson Tivane, que chama as declarações da ministra de estratégia “para o boi adormecer” e assegurar que o decurso dos exames e calma durante as eleições autárquicas de 11 de Outubro. 

 

 

Na cidade de Maputo foram pagas as escolas Hi ta Lhlula; Francisco Manyanga; 3 de Fevereiro; A Força do Povo;  Unidade 2; Eduardo Mondlane (Kamavota); Nelson Mandela; Mavalane A; Mavalane B;  Solidariedade (KaMavota); Heróis Moçambicanos -Ka Mubukwana; Josina Machel; Zedequias Manganhela; Infulene; Quisse Mavota; Escola Secundária da Polana; Instituto Comercial de Maputo; Escola Primária Artur Canana; Escola Secundária de Malhazine; “Armando Guebuza”; Noroeste 2 e a Escola Secundária Malangatana Valente Ngoenha. 

 

 

Na província de Maputo, foram pagas as seguinte escolas: Instituto Industrial e Comercial da Matola; Escola Secundária de Bedene; Escola Secundária Alfredo Namitete; EPC de Ndlavela; EPC Samora Machel; EPC Km 15; EPC Sidwava e a EPC Tsalala.

 

TORRE