IGEPE solicita PGR a investigar o caso de desvio de fundos na LAM

O Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), instruiu a os gestores da Fly Modern Ark (FMA) e das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) a apurarem os factos sobre o alegado desvio de fundos na empresa e canalizarem as suspeitas às autoridades.

IGEPE solicita PGR a investigar o caso de desvio de fundos na LAM

Em consequência da instrução do IGEP, já foi apresentada uma Solicitação de Investigação na Procuradoria da República da Cidade de Maputo.

 

A decisão consta de um comunicado de imprensa do Instituto de Gestão das Participações do Estado que a TORRE.news teve acesso hoje, na qual o representante do accionista-Estado na LAM, entidade que gere e coordena o sector empresarial do Estado, mostra sua total indignação a volta da gestão da empresa.

 

Na nota, o IGEPE, diz que tomou conhecimento, através da imprensa, que a Fly Modern Ark (FMA), empresa contratada para assessorar a empresa Linhas Aéreas de Moçambique, SA (LAM) no processo de reestruturação, detectou a ocorrência de actos de corrupção, alguns dos quais relacionados com desvio de fundos, imóveis adquiridos em favor de terceiros, conta bancária constituída no exterior e POS detidos por pessoas estranhas à LAM.

 

“Tendo em conta a gravidade das informações vindas a público, o IGEPE, representante do accionista-Estado na LAM e entidade que gere e coordena o sector empresarial do Estado, instruiu a FMA e a LAM a apurarem os factos e canalizarem imediatamente as suspeitas às autoridades competentes, tendo sido apresentada uma Solicitação de Investigação na Procuradoria da República da Cidade de Maputo”, lê-se na nota.

 

No documento partilhado com a imprensa, o IGEPE reitera o seu compromisso com a lisura, transparência e legalidade na gestão de capitais públicos e manifesta a sua disponibilidade em colaborar com as investigações com vista ao apuramento da verdade.

 

Refira-se, depois que o escândalo de desvios de fundos da LAM foi despoletado, denunciando um esquema de uso de POS que alegadamente os pagamentos caíam na conta de um bottle store pertencente a um quadro sénior da empresa, começaram a circular mensagens nas redes sociais dando conta que o bottle store em alusão pertencia a presidente do IGEP.