Novos órgãos autárquicos tomam posse hoje para uma governação sem legitimidade

Os novos 65 autarcas e novos membros das assembleias autárquicas tomam posse hoje, na sequência das sextas eleições municipais realizadas em 11 de Outubro e repetidas em alguns municípios. Foi uma eleição marcada por ondas de contestações devido à mega fraude.

Novos órgãos autárquicos tomam posse hoje para uma governação sem legitimidade

Os novos órgãos serão empossados pelos membros do Conselho de Ministros, de acordo com a legislação eleitoral autárquica.

 

Pelo menos 20 edis da Frelimo foram impostos ao povo pelos órgãos de gestão eleitoral. O povo votou na oposição mas será governado pela Frelimo. 

 

Destas, a Frelimo vai governar em 60 (devia governar em apenas 40 municípios) contra cinco que ficaram para os partidos da oposição, num cenário em que os resultados do escrutínio foram fortemente contestados pela oposição, que não reconheceu os resultados oficiais, e pela sociedade civil.

 

Refira-se que, desde o anúncio dos resultados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), a Renamo conduziu mais de 50 marchas de contestação, com registo de alguns episódios que culminaram em confrontos entre os simpatizantes do partido e as forças policiais, tendo algumas pessoas chegado a ser detidas e outras feridas.

 

A Renamo reclama vitória nas maiores cidades do país, incluindo Maputo, com base na contagem paralela através das atas e editais originais, mas foi declarada vencedora em apenas quatro municípios, metade dos que tinha anteriormente, enquanto o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira força política parlamentar, manteve o município da Beira.