Detido o autor de incêndio que matou 76 pessoas na África do Sul

A polícia de Gauteng, na cidade de Joanesburgo, na África do Sul, deteve um homem que confessou a autoria do incêndio ocorrido em agosto do ano passado no centro da cidade sul-africana, no qual morreram 76 pessoas, incluindo 12 crianças.

Detido o autor de incêndio que matou 76 pessoas na África do Sul

O porta-voz policial Dimakatso Nevhuhulwi salientou que o homem, de 29 anos, foi preso esta terça-feira, depois de confessar a autoria do crime a uma comissão governamental que investiga a tragédia ocorrida no prédio Usindiso, em Marshalltown, centro de Joanesburgo, a capital económica do país.

 

"O homem de 29 anos foi preso depois de confessar na Comissão de Inquérito o seu envolvimento na origem do trágico incêndio", declarou à imprensa local sul-africana.

 

De acordo com as autoridades sul-africana o incendio ocorreu no interior do edifício que era na verdade uma ocupação informal, onde barracos e outras estruturas foram erguidas e as pessoas foram amontoadas em quartos.

 

Havia barreiras em todos os lugares que teriam dificultado muito a fuga dos residentes e que também dificultaram o acesso das equipes de emergência.

 

Na altura, um membro do comitê municipal da cidade responsável pela segurança pública, apontou como causa provável o uso de velas para iluminar o interior do edifício.

 

"Dentro do prédio havia um portão (de segurança) que estava fechado, para que as pessoas não conseguissem sair", segundo Tshwaku. "Muitos corpos carbonizados foram encontrados amontoados neste portão", afirmou.

 

Joanesburgo é uma das cidades mais desiguais do mundo, com pobreza generalizada, desemprego e uma crise habitacional. Tem cerca de 15 mil moradores de rua, segundo o governo provincial de Gauteng.

 

De acordo com a agência de notícias AFP, a ocupação ilegal de prédios abandonados é comum no centro de Joanesburgo, onde muitos imóveis são controlados por grupos criminosos que cobram aluguel dos ocupantes.