Nyusi diz que Moçambique está estável apesar do terrorismo e extremismo violento

O Presidente da República, Filipe Nyusi, diz que Moçambique goza de uma relativa estabilidade apesar do terrorismo e extremismo violento que, desde Outubro de 2017, afectam alguns distrito do norte da província de Cabo Delgado.

Nyusi diz que Moçambique está estável apesar do terrorismo e extremismo violento
Filepe Nyusi na Argelia

 

Durante o encontro, ambas as delegações assinaram instrumentos jurídicos nas áreas de hidrocarbonetos, energia, agricultura, pesca e segurança pública e militar.

 

“Informámos aos nossos tradicionais irmãos argelinos a situação de Moçambique, que goza de estabilidade política relativa, as instituições funcionam com normalidade”, disse.

 

“Detalhamos pelo facto de o país estar a ser confrontado com desafios de vária ordem com destaque para o fenómeno terrorismo e extremismo violentos que assolam algumas regiões da província de Cabo Delgado, no norte do país, mas também falamos de catástrofes naturais cíclicas em Moçambique, como é o caso das secas e ciclones”, acrescentou.

 

Explicou ao seu homólogo argelino e delegação que o combate ao terrorismo em Moçambique, conta com o apoio dos países amigos irmãos do Ruanda, que empenham uma força significativa, mas também da força da SADC, a missão da SAMIM, onde os nossos amigos, irmãos e vizinhos na África do Sul empenharam as suas forças. A Tanzânia empenhou, o Lesotho empenhou como também o Botswana”, acrescentou.

 

O estadista moçambicano referiu que a estabilidade que se regista no país permite a realização das eleições.

 

“O país está num ciclo eleitoral que iniciou com a realização das Eleições Autárquicas em Outubro do ano passado, que se prolonga até 09 de Outubro deste ano com a realização das Eleições Gerais e Provinciais”, citou.

 

Por causa desta instabilidade o chefe do Estado moçambicano convida empresários argelinos a investirem em Moçambique.

 

“As potencialidades são imensas no domínio da agricultura, do turismo, também na área das infra-estruturas, mineração, energia e pescas conjugadas com a experiência e conhecimento científico e tecnológico que a Argélia detém pode tornar vibrante a nossa cooperação económica”, avançou.

 

Vincou que “é nosso interesse transformar os nossos recursos em Moçambique para empregar mais moçambicanos, para além de criação de rendas para as famílias”.

 

“A cooperação entre os dois países desenvolve-se na base do acordo geral de cooperação assinado entre os dois governos a 11 de Dezembro de 1985 em Argel, nesta capital a quando da visita do saudoso presidente Samora Machel. Esta visita foi retribuída pelo presidente Chadli Bendjedid no ano seguinte, isto em 1986”, disse o presidente.

 

Por isso, disse Nyusi, estamos aqui para melhorar este cenário e resgatar o sonho dos líderes dos nossos países que sementaram esta relação inquebrável. Queremos que a semente por eles lançada germine, desenvolva-se de frutos suculentos e que já siga para todas gerações incluindo as vindouras”.

 

O presidente Argelino, Abdelmadjid Tebboune, assumiu, por seu turno, compromisso para viabilização os quatro acordos assinados.

 

“É um investimento e direito de especificação de cooperação económica e comercial”, avançou o presidente argelino no fim das conversações com o seu homólogo moçambicano.