Falta de entendimento atrasa circulação dos “articulados” no Grande Maputo

A demora da assinatura do contrato entre a Agência Metropolitana de Transportes (AMT) e o consórcio Buscor Maputo e Matola Metro está a atrasar o início da circulação dos autocarros articulados, adquiridos em Dezembro do ano passado, para o serviço de transporte público de passageiros na zona Metropolitana Maputo, em Moçambique.

Falta de entendimento atrasa circulação dos “articulados” no Grande Maputo

O contrato, que deve ser assinado nos próximos dias entre as partes, orienta, entre vários aspectos, que a AMT faça a monitoria, fiscalização e avaliação do desempenho da Buscor Maputo e Matola Metro, determine a tarifa a ser aplicada, as rotas, entre outros.

 

Fonte do Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC) revelou que o documento deu entrada, há dias, no Departamento Jurídico deste ministério após algumas propostas de alteração apresentadas por aquela instituição à AMT e que o mesmo foi partilhado ainda na quinta-feira (22) com os membros do consórcio.

 

A discussão sobre o modelo de compensação do Estado, como forma de proteger os utentes de baixa renda e garantir a sustentabilidade das operações, arrastou por muito tempo a produção do contrato.

 

A circulação desses autocarros estava prevista para iniciar na segunda quinzena de Janeiro do presente ano, segundo garantia dada no dia 23 de Dezembro de 2023, pelo secretário permanente do Ministério dos Transportes e Comunicações, Ambrósio Sitoi.

 

No total, são 22 veículos. Cada veículo tem capacidade para transportar 150 pessoas, e a sua circulação vai priorizar as rotas mais críticas do grande Maputo.

 

A zona metropolitana de Maputo é a área ao sul de Moçambique, nas margens da Baía de Maputo. Ela inclui além do município de Maputo, as cidades de Boane, Matola o distrito de Marracuene.